domingo, 26 de setembro de 2010

Suinocultura e o Meio-ambiente.

Com a questão ambiental em pauta, vem à tona o papel das grandes culturas na geração de resíduos e poluição do meio ambiente. Partindo do consenso que as ações do homem tem tal impacto sobre o planeta, que a resposta deste é o chamado Aquecimento Global; quais seriam, então, as medidas a serem tomadas para que a produção reduzisse ou eliminasse os seus impactos? Ou até mesmo, haveria uma maneira da produção gerar alternativas que estabeleça um freio a esta progressão? A resposta para estas questões parece centrar-se no reaproveitamento dos recursos para a geração de energia, ou seja, a conhecida energia renovável, que implica ainda na economia ou mesmo geração de recursos.  No que diz respeito à Suinocultura, ações nesse sentido já começaram a ser tomadas.

Este foi o assunto, por exemplo, da palestra "Tratabilidade de Resíduos aliado à Sustentabilidade com Crédito de Carbono na Suinocultura", do Dr. Henry Wilians Rizzardi, Diretor-Presidente do Grupo AFG; realizada no 3º Simpósio Regional da Avicultura e Suinocultura, de 13 a 14 de Setembro de 2010, em Salvador - Ba. O palestrante tratou das estratégias utilizadas no reaproveitamento de recursos no que diz respeito ao sequestro de carbono, o que seria ainda uma forma de arrecadação de recursos quanto aos Créditos de Carbono, além de medida de proteção ao ambiente. Dentre estas estratégias estaria o uso na Suinocultura dos biodigestores, um reaproveitamento de energia que também pode ser utilizado na Avicultura.

Sobre o assunto, tivemos ainda acesso ao vídeo que mostra a visita dos alunos do curso de Gestão e Saneamento Ambiental realizada numa suinocultura, focando a implantação e uso do biodigestor para geração de gás metano com fins comerciais e econômicos e impactos positivos no meio ambiente.
3º Gestão Ambiental - Turma 2008
UNIARARAS - (Araras-SP) Brasil
Fonte: youtube.com

CURIOSIDADE: A origem do porco como símbolo do Palmeiras


Palmeiras virou porco há 40 anos

No dia 28 de abril de 1969 ocorreu um fato lamentável que teria como efeito colateral o "batismo" da Sociedade Esportiva Palmeiras como "porco". Depois de empatar por 1 a 1 com o São Bento, no Estádio Humberto Reali, em Sorocaba (SP), o Corinthians retornou à capital paulista. Do Parque São Jorge, os dois maiores destaques do time naquela competição estadual, o lateral direito Lidú (22 anos) e o ponta esquerda Eduardo (25), resolveram comer uma pizza nos arredores do Canindé, o estádio da Portuguesa. Mas não chegariam ao restaurante: na Marginal Tietê, Lidú perdeu o controle de seu Fusca, que chocou-se violentamente contra uma das pilastras de sustentação da ponte da Vila Maria. Os dois morreram na hora.

Daí, veio a confusão que acabou por acirrar definitivamente a rivalidade entre corintianos e palmeirenses. Como o Paulistão já estava no returno e o prazo de inscrições de atletas havia se encerrado, a diretoria do alvinegro tentou, na Federação, uma autorização especial para inscrever dois novos atletas. A FPF convocou todos os clubes para uma reunião extraordinária, colocando em votação a pretensão corintiana, com a condição de que essa aprovação teria que ser unânime. Não foi: somente o presidente do Palmeiras, Delfino Facchina votou contra. O que motivou o presidente do Corinthians, Wadih Helu, a chamar os palmeirenses de "porcos". Foi a senha para a torcida do Corinthians.
Na partida seguinte entre os dois times, os alvinegros soltaram um porco no gramado do Morumbi antes do início do jogo. Enquanto o suíno corria, assustado, os corintianos entoavam o coro de "Porco! Porco!". Isso virou uma provocação intolerável para os palmeirenses até as semifinais do Paulistão de 1986, quando o alviverde goleou o rival por 5 a 1 e sua torcida resolveu assumir positivamente o "porco". Durante o jogo, os palestrinos inventaram uma versão para o grito dos dinamarqueses na Copa do México: "Dá-lhe Porco/ Dá-lhe Porco/ Olê-olê-olê". Desde então, o Palmeiras assumiu oficialmente sua identificação suína, após 17 anos de azucrinação corintiana.

CURIOSIDADE: A Origem da Expressão ESPÍRITO DE PORCO


Espírito de porco é uma expressão idiomática utilizada para se referir a uma pessoa cruel, ranzinza, que se especializa em complicar situações ou em causar constrangimentos.

Nos tempos coloniais os escravos faziam todo tipo de trabalho, do mais leve ao mais pesado. Um, em especial, causava terror: negavam-se a abater porcos. Achavam que os espíritos suínos lhes atormentariam à noite. A expressão passou a designar quem incomoda, atrapalha, é inconveniente.


http://www.amigosdolivro.com.br
http://www.wikipedia.org.br

O Porco na Nutrição Humana

 


A carne suína é considerada uma das melhores e mais versáteis do mundo. No Brasil, não é tão valorizada por conta de estigmas que já foram desmistificados por cardiologistas, nutricionistas e endocrinologistas. Hoje em dia, ao contrário do que se imagina, essa carne apresenta níveis de colesterol inferiores aos da carne de frango e maior porcentagem de aminoácidos do que os cortes bovinos. Segundo dados da National Heart Foundation, pelo menos sete cortes suínos têm menos gordura que um peito de frango sem pele. 

A Associação Brasileira de Criadores de Suínos também indica pontos positivos de pesquisas realizadas na área médico-nutricional, em que são afirmadas que os cortes comercializados hoje no Brasil registram teores de colesterol e gordura saturada inferiores aos das principais carnes consumidas pelos brasileiros. 

Pesquisa realizada em 2001 pela USDA Nutrient Database for Standard afirma que o lombo suíno tem 136kcal, contra 211kcal da sobrecoxa de frango e 243 do contrafilé bovino. Confira na tabela abaixo, retirada do artigo “
A importância da carne suína na nutrição humana” – escrito por Daniel Magnoni, Mestre pela Unifesp (Escola Paulista de Medicina) e responsável pela área de nutrição do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, Hospital Coração e Hospital Bandeirantes, e por Isabella Pimentel, Nutricionista Clínica do Hospital do Coração.

Os médicos afirmam ainda que a carne suína possui todos os aminoácidos essenciais e tem alta digestibilidade comparada aos cortes bovinos. Esses dados também são abordados no estudo sobre “Obesidade, Saúde e Carne Suína”, realizado por Alfredo Halpern, Professor Livre Docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. 
 

sábado, 25 de setembro de 2010

O porco passado a limpo

Sujo, imundo, grosseiro, torpe, imoral, obsceno, malfeito. Eis alguns dos sentidos que os principais dicionários atribuem à palavra “porco”. Então a humanidade odeia porcos? Nem tanto. Especialmente se falarmos de lingüiças, salames, presuntos e afins – neste ano, os rebanhos suínos do mundo inteiro devem ser transformados em 103,6 milhões de toneladas da carne favorita do planeta.
Enquanto isso, a imagem do animal vivo patina para sair da lama. Babe, o leitão-prodígio do cinema, ganhou a simpatia da audiência, mas ter um porco de estimação ainda é coisa para gente muito excêntrica – inclua nessa lista o superastro George Clooney. No meio acadêmico, os estudos concentram esforços na melhoria da produção de carne. O naturalista Lyall Watson, que passou a infância na companhia do javali-africano Hoover, é uma exceção: admirador sincero dos suínos, dedicou a eles o livro The Whole Hog – Exploring the Extraordinary Potential of Pigs (em tradução livre, “De Cabo a Rabo – Explorando o Potencial Extraordinário dos Porcos”, inédito no Brasil).
Na opinião do sul-africano Watson, o porco é tão vilipendiado quanto incompreendido. “A triste verdade é que sabemos muito pouco sobre porcos; e pouco do que pensamos que sabemos é verdadeiro.” A lama dos chiqueiros esconderia um animal dotado de inteligência notável – comparável à dos golfinhos, elefantes e grandes primatas. Anos-luz à frente de cabras, vacas e ovelhas. Um degrau acima dos cachorros.
Por falar nisso, Watson sustenta que caninos e suínos foram domesticados mais ou menos à mesma época, entre 12 mil e 10 mil anos atrás. Se o porco não é o melhor amigo do homem, pelo menos é um dos mais antigos. Mas que raio de amizade é essa, em que um dos camaradas quase sempre acaba na panela? Em primeiro lugar, há evidências arqueológicas de que o homem primitivo usava cães como alimento – e só parou ao descobrir que o porco é mais saboroso. Segundo, a associação com os humanos foi lucrativa para a espécie. A dinâmica da evolução não dá a mínima para o indivíduo: graças ao sacrifício de seus semelhantes, os porcos se espalharam por todos os continentes e hoje somam 1 bilhão no mundo inteiro.
A sociedade suína
Em The Whole Hog, Lyall Watson propõe uma definição bastante ampla de porco. Ela inclui os porcos domésticos, suínos selvagens como o javali e até mesmo a queixada e o cateto, animais das Américas que têm cara e focinho de porco, mas apresentam peculiaridades anatômicas que os colocam em outra família, os taiassuídeos. Em comum, todas essas espécies desenvolveram estruturas sociais complexas e sistemas de comunicação engenhosos.
O porco carrega a fama de ser sujo e fedorento. Não é bem assim. “Eles usam a lama para reduzir a temperatura corporal”, diz a engenheira agrônoma Jacinta Ferrugem Gomes, da USP, especialista em suínos. Descendente do javali eurásico, o porco doméstico se sente à vontade em temperaturas entre 16 e 20 graus Celsius. Acima dos 25 graus, o calor fica insuportável para o bicho, que, para piorar, não tem glândulas de suor. Nessa situação, qualquer um mergulharia de trampolim numa piscina de lama – embora os suínos dêem preferência a tocas cavadas no solo quando estão em condições selvagens.
Até para usar o banheiro o porco tem suas inibições. “Eles defecam somente em alguns lugares, estabelecem ‘latrinas’ em pontos consensuais, mesmo em ambientes severamente limitados”, diz Lyall. Isso pode ser verificado em criações comerciais. “Construímos as baias respeitando o comportamento do animal: o comedouro fica sempre do lado oposto ao do local de defecar e urinar”, afirma Jacinta. Se alguns chiqueiros são imundos, é porque os homens os mantêm assim.
E os cheiros? Eles são essenciais na comunicação entre os suínos, que os produzem aos montes. Cada animal possui, espalhadas pelo corpo, nove glândulas que secretam substâncias odoríferas fundamentais para a coesão do grupo. “Membros do mesmo bando, que compartilham muitos dos mesmos genes, acabam por ter um tipo de ‘odor de colméia’, algo que permite a membros de uma vara reconhecer uns aos outros em um nível inconsciente”, afirma Watson. São códigos que nós não temos a capacidade de decifrar – talvez porcos achem repulsivo o aroma do Chanel n° 5.
Uma vara de porcos -– domésticos ou selvagens – deixa suas marcas cheirosas por onde quer que passe. Além do mais, suínos não são particularmente silenciosos. Tudo isso, em tese, ajuda os predadores, pois faz da localização dos animais uma tarefa fácil. Mas o benefício de manter o grupo unido acaba por ser maior que o custo. Estar no meio da multidão sempre aumenta as chances de sobrevivência. Há também aqueles que contra-atacam, como as queixadas da América do Sul. Essas criaturas vivem em bandos de até 200 indivíduos equipados com dentes fortes o bastante para quebrar castanhas-do-pará. Quando acuadas por jaguatiricas, onças ou humanos, as queixadas põem-se em formação circular e fazem um “arrastão” contra o predador -– que pode se dar muito mal caso não consiga fugir.
Porcos domésticos não costumam ser tão agressivos, mas têm lá seus rompantes de delinqüência. Como conseguem delimitar um círculo social de até 30 animais, entram em parafuso em grupos grandes demais. “Eles começam a formar subgrupos e adotar um comportamento de gangues, em que um bando hostiliza o outro”, diz Jacinta. A hierarquia da sociedade suína é linear: há um indivíduo dominante, um segundo mais poderoso e assim até chegar àquele que não apita nada. No topo da sociedade, alguns machos constituem haréns com dez “esposas”, em média. Os outros aguardam a vez de desafiar os machões do pedaço e conquistar seu próprio mulherio. Ou não: “Machos subjugados por todos os outros podem passar a agir como fêmeas”, diz Jacinta. “Mas o homossexualismo é mais comum em fêmeas com tendência dominante.”
Javalins no quintal
O homem pré-histórico não domesticou porcos, mas javalis. Os dois animais pertencem à mesma espécie, a Sus scrofa (o porco caseiro é a subespécie Sus scrofa domesticus) e podem cruzar entre si. Todos os porcos são descendentes de javalis eurásicos e guardam sua herança genética. De acordo com Lyall, a transformação se deveu a dois fatores. Um deles foi a seleção feita por criadores, que priorizavam animais com características como orelhas caídas (geralmente mais dóceis – os ferozes javalis têm orelhas em pé) e facilidade de ganhar peso. O outro fator teria sido a adaptação do próprio javali ao confinamento: com comida abundante, não há por que brigar por alimentos – assim foram diminuindo tanto os dentes quanto o instinto de usá-los contra alguém. No mais, a cabeça encolheu, as pernas ficaram mais curtas e a pelagem praticamente sumiu.
Acontece que, se você deixar porcos abandonados à própria sorte, eles começam a se comportar como seus ancestrais – e a parecer com eles. “Em algum lugar de seus genes, eles guardam as instruções básicas necessárias para se tornarem novamente animais selvagens e livres, com pêlos eriçados e um comportamento muito mau”, afirma Lyall. Quanto demora a metamorfose? Uma geração é o suficiente: leitões subnutridos tendem a desenvolver cabeças maiores que as de seus pais.
O que chamou os javalis para perto dos humanos foi a nossa comida. E também a bebida. Em alguns sítios arqueológicos da Idade da Pedra foram encontradas pedras aparentemente usadas para moer grãos, mas nada parecido com um forno. Supõe-se, então, que nossos antepassados descobriram o prazer da cerveja antes mesmo de aprender a fazer pão. “Os subprodutos da fabricação de cerveja devem ter sido muito atraentes para os porcos, é algo que eles podem farejar a quilômetros de distância”, diz Lyall. É possível que, àquela altura, o homem primitivo já tivesse duas boas desculpas para largar mão da vida de nômade: cerveja e um companheiro de copo – o porco, já que cães não têm o mínimo interesse por produtos fermentados.
As criações de suínos passaram a fazer parte da paisagem dos assentamentos humanos, da China à Mesopotâmia e à Grécia. Em algumas civilizações, eram considerados divindades. Em outras, porém, foram rotulados como impuros. Esses tabus contra os porcos persistem até hoje entre judeus e muçulmanos. Para Lyall, o fato de essas religiões terem sido forjadas no Oriente Médio tem tudo a ver com a rejeição aos suínos. Porcos comem basicamente os mesmos alimentos que nós – e não grama, como fazem cabras e ovelhas. Em áreas desérticas, seria economicamente inviável manter animais que disputam com o homem a pouca comida disponível, com o agravante de que porcas não produzem mais leite do que o suficiente para amamentar seus filhotes. Além disso, os primeiros judeus e muçulmanos eram tribos de pastores em um mundo onde era essencial manter a identidade de grupo – assim, a abstenção de carne suína também funcionava como um modo de diferenciar esses povos dos agricultores comedores de porco.
Em ambientes menos hostis, porcos garantiam a subsistência dos menos afortunados. Na Europa medieval, eles eram a única fonte de carne vermelha ao alcance de um homem pobre – a banha também tinha seu valor num tempo em que óleos vegetais eram uma coisa bastante rara. Esses animais eram criados nos quintais das casas, sendo alimentados com restos de comida e excrementos humanos. A figura do porco caseiro resistiu até meados do século 20, mas só nas áreas rurais. Nas cidades grandes, eles desapareceram um século antes, mas não sem a resistência da população. “Porcos foram encontrados até mesmo dentro das casas, sob as camas”, escreveu o filósofo alemão Friedrich Engels sobre Londres em 1845, quando as autoridades locais decidiram que, pelo bem da atmosfera britânica, moradias humanas não deveriam ser também chiqueiros. Os animais eram atirados às ruas. Para imaginar como a cidade ficou após a “dessuinização” dos lares, pense numa horda de porcos famintos revirando o lixo em frente ao Big Ben.
O continente americano conheceu seus primeiros suínos verdadeiros na segunda expedição de Cristóvão Colombo às “Índias Ocidentais”, em 1493. Outros navegadores também desembarcavam por aqui os porcos que sobreviviam ao cozinheiro do navio. Esses animais curiosos não demoraram a se embrenhar nas matas e regredir ao estado selvagem. O resultado é que hoje, além dos taiassuídeos como o cateto e a queixada, as Américas abrigam suas próprias variedades de porcos-do-mato.
Foi graças ao Novo Mundo que a criação de suínos sofreu uma revolução: a descoberta do milho americano como ração permitiu a manutenção de rebanhos de tamanhos antes impensáveis. Os colonos do Meio-Oeste dos Estados Unidos perceberam que seus animais amaram a nova dieta, que tinha a vantagem de engordar os porcos como nenhum outro alimento. O Corn Belt, cinturão de milharais que ocupa uma imensidão no coração da América do Norte, só existe porque os americanos adoram bacon no café da manhã – e um pouco de sucrilhos.
Um animal especial
“As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já se tornara impossível distinguir quem era homem, quem era porco.” Porcos foram os animais escolhidos pelo escritor inglês George Orwell para tomar o poder na fazenda do livro A Revolução dos Bichos, de 1946. Napoleão e Bola de Neve, a dupla suína de tiranos, era claramente inspirada nos líderes da Revolução Soviética – mas, na visão do naturalista Lyall, a opção de Orwell por esse animal não ocorreu ao acaso. Para ele, porcos são realmente mais iguais que os outros bichos.
“Sob o zoomorfismo da história que sustenta sua proposta ideológica, Orwell exibe um conhecimento preciso do design biológico”, diz Watson. De fato, entre os animais de uma fazenda, suínos seriam mais elegíveis ao posto de líder que, digamos, ovelhas ou galinhas. Mas, para azar deles, sua esperteza é um tanto difícil de ser exibida.
O porco leva uma enorme desvantagem em relação ao gorila e ao chimpanzé, animais mais comumente associados à noção de inteligência: não possui patas capazes de manipular objetos ou criar instrumentos. Para explorar o mundo, ele se vale de seu focinho, que está longe de ter o tamanho e a diversidade de movimentos da tromba do elefante. Suínos também carecem da agilidade e da rica expressão corporal do golfinho. Porcos são animais presos a um corpo muito pouco especializado.
Por isso, precisam se adaptar para aproveitar ao máximo o ambiente. A chave da inteligência suína, segundo Watson, é o hábito de comer de tudo. “Onívoros nunca param de investigar e estão sempre à procura de qualquer coisa que possa lhes trazer alguma vantagem.” Essa curiosidade requer uma memória espacial desenvolvida: porcos são aparelhados não só para localizar fontes de alimentos, mas também para achá-las novamente depois de longos intervalos.
Porcos brincam entre si, mesmo quando adultos. “Alguns animais, nos momentos de tédio aparente, começam a correr atrás dos outros, simulando brigas”, afirma a bióloga Cibele Biondo, da USP, que estuda o comportamento dos catetos. A engenheira agrônoma Jacinta, que trabalha com porcos domésticos, também observa esse comportamento: “Eles ‘jogam bola’ e são capazes de usar um pneu pendurado no teto como balanço”. Para Lyall, as brincadeiras são pré-requisitos para aquisição de uma série de habilidades sociais. “Brincar parece ser uma atividade necessária para o cérebro saudável – tanto de porcos quanto de humanos”, diz.
E às vezes o cérebro do porco pode nos dar rasteiras. Em 1914, o psicólogo Robert Yerkes, da Universidade Yale (em Connecticut, Estados Unidos), submeteu diversos animais – incluindo porcos e humanos – a um teste de memorização de padrões em que uma recompensa era escondida em diferentes compartimentos a cada vez. Os suínos foram excepcionalmente bem na prova, matando a charada mais rapidamente que muitos dos voluntários humanos.
Não, porcos não são mais inteligentes que nós. Mas um olhar atento pode revelar similaridades assombrosas entre as duas espécies. “Se queres conhecer teu corpo, mata um porco”, diz um provérbio português. As semelhanças anatômicas estão no trato digestivo, nos dentes, no fígado, no coração. Porcos também são suscetíveis a algumas das mesmas doenças que acometem os humanos – como câncer, reumatismo e artrite –, além de responder da mesma forma a muitos medicamentos. Por isso, eles se destacam entre as cobaias nas pesquisas médicas de transplantes ou de novas drogas.
A humanidade encara o porco como um bicho que está aí para nos servir. Milhões deles são sacrificados o tempo todo, seja para nos prover alimento, seja para salvar as vidas de nossos doentes. É perturbador perceber que esse animal tem muitas coisas em comum conosco – e enxergar que já houve vida inteligente nos pertences de uma feijoada.

por Marcos Nogueira

http://super.abril.com.br/mundo-animal/porco-passado-limpo-445477.shtml


Com novo perfil nutritivo, carne suína se torna opção para dieta saudável


O perfil nutritivo da carne suína vem mudando com o avanço das novas tecnologias. Com isso, ela vem conquistando mais espaço na cozinha dos consumidores. No Brasil, no entanto, a média de consumo é de 13 quilos por ano, índice muito abaixo de outros países, principalmente os europeus, que consomem cerca de três vezes mais.
Além de magra, a carne de suína pode trazer muitos benefícios à saúde, pois é rica em proteína, vitaminas e minerais, como ferro, potássio, cálcio e fósforo, além de vitaminas do complexo B, devendo estar presente em qualquer dieta balanceada.
Uma das virtudes da carne suína é o seu teor de potássio. Pessoas com hipertensão devem diminuir o consumo de sal (cloreto de sódio) para abaixar os níveis de sódio do organismo. Por isso, a carne suína é a mais indicada para alta pressão sanguínea, já que o potássio ajuda a regular os níveis de sódio que aumentam a retenção de líquidos no corpo.
Além disso, a carne suína possui mais gorduras "desejáveis", chamadas de insaturadas (65%), do que gorduras "indesejáveis", conhecidas como saturadas (35%). Também é rica em ácido linoléico, que neutraliza os efeitos negativos do ácido palmítico, que é uma gordura saturada. O nível de colesterol contido na carne suína moderno é semelhante à de outras carnes e está perfeitamente adequada às exigências do consumidor moderno.
De acordo com o geneticista André Costa, as empresas têm desenvolvido pesquisas e trabalhos focados na melhoria do processo produtivo para tornar o produto final mais saudável.
"Os animais são criados confinados, sem contato com outras espécies, respeitando a necessidade do espaço necessário para expressar o seu potencial de crescimento e com controles muito rígidos em termos de higiene e nutrição para que a indústria possa garantir a saudabilidade da carne fornecida ao consumidor. Além disso, padrões rígidos de condução e transporte da granja ao abate permitem que características como maciez e suculência da carne sejam preservadas", afirma Costa.
O especialista explica que, atualmente, o suíno possui 75% menos gordura em relação há 60 anos. Esta carne, hoje, contém 16% menos gordura e 27% menos de gordura saturada quando comparada com a de 20 anos atrás. Muitos cortes são agora tão magros quanto à carne de frango, como é o caso do lombo, classificado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) como extramagra, com menos de cinco gramas de gordura, dois gramas de gordura saturada e 95 gramas de colesterol.

Zero Hora
http://www.suinoculturaindustrial.com.br 

SABOREIE: Receitas com Carne Suína

PÃO DE TOMATE COM PRESUNTO CRU (Pata Negra ou Parma)


Ingredientes: 
- 8 fatias de pão italiano;
- 4 tomates maduros;
- 120 ml de azeite de oliva;
- 150 gr de presunto cru (Pata negra ou Parma), cortado em fatias finas;
- Dentes de alho sem casca.
Preparo: 
- Torre levemente as fatias de pão.
- Esfregue o alho, delicadamente, em cada fatia.
- Corte os tomates ao meio e esfregue, também, a polpa nas fatias.
- Regue cada fatia com azeite de oliva e cubra, com o presunto cru.


Lecticia Cavalcanti
Terra Magazine

Costeleta de porco glaçada


Ingredientes:
1 kg de costeleta de porco 
3 colheres (sopa) de suco de limão 
1 maço pequeno de salsinha amarrado
2 colheres (sopa) de óleo 
5 colheres (sopa) de cebola ralada
4 colheres (sopa) de gengibre ralado
2 colheres (sopa) de mel 
1 colher (sopa) de maisena 
1/2 xícara (chá) de vinho tinto 
sal e pimenta-do-reino a gosto
 Modo de Preparo: 
Limpe as costeletas, retirando o excesso de gordura, lave e enxugue-as. Coloque em uma panela 2 litros de água, o suco de limão, o maço de salsinha, o sal e a pimenta-do-reino. Leve ao fogo e, assim que ferver, adicione as costeletas e cozinhe por 20 minutos, ou até ficarem macias. Retire, escorra a água e reserve. Para fazer o glacê, aqueça o óleo em uma panela e acrescente a cebola e o gengibre. Refogue por 2 minutos em fogo baixo, mexendo sempre. Junte o mel e a maisena dissolvida no vinho e cozinhe, sem parar de mexer, até obter uma mistura encorpada. Pincele as costeletas com o glacê, coloque-as em uma assadeira e asse em forno médio, preaquecido, por 30 minutos, ou até dourar. Sirva com Pêssegos e Abacaxi Grelhados. Parta 3 pêssegos grandes ao meio, retire os caroços e polvilhe 1 colher (sopa) de açúcar de confeiteiro. Aqueça uma grelha e distribua os pêssegos e 6 fatias grossas de abacaxi. Grelhe por 3 minutos, vire as frutas e deixe por mais 3 minutos, ou até ficarem macias. 

 Fonte: Revista Água na Boca



Lombinho de porco





 Ingredientes:
1 kg de lombinho de porco 
1 limão 
4 ou 5 dentes de alho 
1 xícara de chá de vinho branco 
1 colher de chá de sal 
1 colher de chá de pimenta-do-reino 
2 cebolas grandes
1 tablete de caldo de carne dissolvido em 1/4 litro de água
1 tablete de caldo de bacon dissolvido em 1/4 de litro de água
2 ou 3 batatas 
2 ou 3 cenouras 

 Modo de Preparo: 
Limpar o lombinho esfregando um limão. Deixar descansar de um dia para outro em uma vinha d''alho que se prepara com o alho esmagado o vinho, o sal, a pimenta-do-reino e as cebolas picadas.No dia seguinte colocar numa assadeira, regar com o líquido da vinha d''alhos e com o caldo de carne. Assar em forno brando por 1 hora. Meia hora antes de retirar do forno, colcoar as batatas e as cenouras descascadas da maneira que preferir.* Lembre-se que o tablete de carne já possui sal.

Fonte: http://culinaria.terra.com.br/





O melhor presunto do mundo- Pata Negra

Para conservar as carnes por mais tempo, numa época em que não havia geladeiras, o homem desde a mais remota antiguidade aprendeu que era preciso tirar dela todo o líquido. "Perexutos", em latim, quer dizer exatamente isso - "privado de todo líquido". Curioso é que esse processo utilitário ainda deixa as carnes, sobretudo de porco, muito mais saborosas. "Presuntos", assim se diz delas.
Sem contar que, apesar de servidas cruas, não estragam. Porque são "curadas" em um processo que inibe o crescimento de bactérias. A fabricação dos presuntos se faz por etapas - salga, defumação, secagem, condimentação, maturação. "Há quase tantos presuntos quantas sejam as combinações entre esses cinco procedimentos", sugere Robert Wolke (A Ciência na Cozinha).
Mas, entre esses tantos, nenhum se iguala ao presunto cru espanhol "pata negra". Na fama e no gosto. O segredo da qualidade está na maneira de preparar, claro; mas, sobretudo, na raça do animal - a "ibérica", um porco meio selvagem, gordo, com pêlo negro, pernas longas, canelas finas e famosas unhas escuras (nem sempre, em verdade). Daí vindo o nome como é conhecido - "pata negra".
Esses porcos, ainda hoje, são criados livres em regiões montanhosas e bem arejadas. Na Espanha em Dehesa (Extremadura), responsável por 80% da produção mundial; Guijuelo e Candelario (Salamanca); e Jabugo (Andaluzia). Em Portugal, no Alentejo. Só nesses lugares. Que, nos outros, todos os rebanhos suínos são de raças brancas européias - entre elas, sobretudo, a Duroc-Jersey. Destaque também para presuntos crus fabricados em outros lugares - os italianos de Parma e San Daniele, os ingleses de York, os belgas de Ardennes, os alemães da Floresta Negra, os chineses de Yunnan e os norte-americanos de Kentucky, Vermont, Geórgia, Carolina do Norte e Virginia. E os excelentes portugueses "Serranos".
Nada tendo esses presuntos a ver com os usualmente encontrados em nossos supermercados, de preço mais em conta e sabor mais comum - por usar, entre outros ingredientes, sobras de carne de porco prensada.
A qualidade da carne é determinada pelo tipo de alimentação dos porcos. As melhores são "bellotas" - de animais alimentados apenas das "bolotas" - frutos do azinheiro e do sobreiro (árvore da cortiça). Cada animal chega a consumir até 12 quilos delas, por dia. "Jamon Ibérico de Bellota" ou, simplesmente "pata negra". Depois, menos valorizadas, vêm os "recebos" - animais que, na alimentação misturam "bolotas" e cereais. Por fim, consideradas de menor qualidade, as "pienso" - porcos engordados apenas com cereais.
Em todos os casos, são abatidos em local próprio (chacineria), quando atingem por volta dos 180 quilos, entre 14 e 18 meses. Depois de mortos por choque elétrico, os animais seguem ritual que se reproduz há séculos.
Primeiro são lavados em água morna, tosados e resfriado por 24 horas. Então são cortados em partes - reservando-se as pernas traseiras para fazer o presunto. Do restante da carne do porco ibérico se faz "chorizo" - de todo tipo: finos ou grossos, secos ou defumados, temperados com ervas e colorau; e "lomo embuchado" - lombo do porco curado, limpo de gorduras e bem temperado.
A carne destinada ao presunto é pendurada, até que todo o sangue escorra. Em seguida, cobre-se com camada grossa de sal; permanecendo assim, a carne, por 14 dias. Depois são lavados e armazenados, por 6 semanas, em local fresco (entre 6º a 8ºC) que mais parecem adegas.
Inicia-se então o processo da cura. Para tanto pendura-se o presunto, com cordas ou ganchos, em secadouros (secaderos). Sendo a entrada de ar fresco, regulada segundo o clima, com dispositivo especial. Essa carne então "transpira", chegando a perder até um terço de seu peso inicial. Depois as peças vão para local com temperatura ainda menor, onde ficam penduradas por mais 14 meses.
Esse tempo é necessário para que o fungo Penicillium roquefortis, o mesmo do queijo roquefort, possa cobrir a carne - produzindo sabor e aroma característicos do presunto.
Nesse ponto um "calador" faz a prova, espetando o "punze" (objeto pontiagudo, feito de osso ou chifre) em várias partes do presunto, retirando pedacinhos da carne. Se tiver as qualidades exigidas, fica ainda mais algum tempo curando. Quando não, é logo posta de lado.
Todo o processo de preparação e cura dura, em média, 30 meses. Depois de pronta, a peça terá entre 6 a 8 quilos. Com gordura marmorizada em toda a carne. Nasce então o presunto, uma das mais saborosas carnes do mundo. Especialmente quando for pata-negra. Mas como a perfeição não existe, há neste presunto só um defeito. E grande. O preço.
Lecticia Cavalcanti

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI1504239-EI6614,00.html

Situação do suíno continua boa - Por Jim Long

Por Jim Long, CEO da Genesus Inc.
O preço do suíno nos EUA continua forte. O preço Iowa-Minnesota fechou em 80,85 centavos por libra-peso de carcaça magra, continuando levemente acima dos 80 centavos. Um ano atrás, o preço era pouca coisa mais que 50 centavos por libra-peso. Uma diferença de US$ 60 por cabeça de um ano para outro. Em vez de perder US$ 40 por cabeça, como um ano atrás, hoje estamos lucrando US$ 20 por cabeça. Os preços melhoraram, mas ainda não estamos repondo o prejuízo tão ligeiro como foi acumulado.
As vendas para abate nos EUA na semana passada foram 1,917 milhões de cabeças, uma redução de 131.000 cabeças comparado com a mesma semana do ano passado. Não é preciso procurar outras explicações pelo aumento considerável no preço do suíno nos últimos meses.
A demanda por produtos de carne suína é forte, com o valor USDA de cut-outs cerca de 90 centavos por libra-peso de carcaça. As indústrias estão ganhando dinheiro, o que é bom para a viabilidade da nossa atividade a curto e longo prazo. Parece que quase não existia estoque de barriga suína na semana passada, sendo 424 comparado com 28.749 um ano atrás. Esta realidade reflete a demanda mais forte e acreditamos que vá ser um fator potente na manutenção de preços altos ao longo dos próximos meses.
Outras Observações
* Na semana passada, o preço médio de leitões de maternidade foi US$ 41,97 e de leitões de 18kg US$ 55,78, de acordo com o relatório do USDA.
* O alojamento de pintos de frango na semana passada foi 2% mais alto do que um ano atrás. O preço de frangos para abate é 85,09 centavos por libra-peso comparado com 73,99 centavos um ano atrás. Frangos, como suínos, estão gerando melhores retornos neste momento. A produção está aumentando. Mais produção de frangos significa mais carne de frango para concorrer com a carne suína no mercado de consumo. Um fator positivo é que a Rússia recentemente reabriu a importação de frangos dos EUA. Mais exportação de carne de frango vai ser positivo para o preço de suínos nos EUA.
* O Relatório Trimestral de Produção Animal do USDA publicado em setembro prevê produção de 22.203 milhões de libras de produção de carne suína em 2010, uma redução de 700 milhões de libras comparado com 2009. A projeção para 2011 indica um aumento de 400 milhões de libras comparado com 2010, com preços muito parecidos com os de 2010.
* O problema durante os próximos doze meses não vai ser a oferta de carne suína. Acreditamos que os preços vão continuar firmes. O problema, se é que chega a ser problema, vai ser os preços de grãos, que já subiram e subirão mais, de acordo com relatórios de produção e uso. Como conseqüência, o custo de produção de suínos aumentou, em torno de US$ 12 por cabeça, diminuindo a margem de lucro. É preocupante que, com a safra de milho dos EUA em volume recorde, o preço do milho continue aumentando mais e mais. Este fato em si reflete a conexão entre procura e oferta globais. Estamos vivendo em um mercado global em que o rendimento de grãos na Rússia tem a mesma importância que a colheita no próprio estado da gente.
Tradução: Genesus Inc.
Sexta-feira, 17 de setembro de 2010 10:00
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Mini Porco a mais nova opção de animais de estimação

Porquinhos são a tendência de animais de estimação.
Porquinho-Tamanho de uma xicara





 Uma fazenda no condado de Deyvon, na Grâ-Bretanha, conseguiu desenvolver uma espécie de porco miniatura, ou miniporcos.

Os porcos, que têm cerca de um quinto do tamanho de um porco normal, têm feito grande sucesso entre os visitantes da fazenda de Pennywell.

É fácil treinar estes animais e eles têm um bom temperamento".
O porco miniatura, podem ser uma nova opção para animais de estimação.Saibam que, não é só os cães e gatos que são queridos e fazem sucesso, os porcos também tem seus fãs.

O ator George Clooney teve um amado porquinho de estimação chamado Max, que ficou em sua companhia por 19 anos.

Esses porcos miniaturas, nasceram em Pennywell fazenda do criador Chris Murray’s em Devon, na Inglaterra.
O menor porquinho da cria de oito, não é maior do que uma xícara de chá.

Fonte: Slow Video
Jandir Sabedot
http://slowvideo.com.br/noticia.php?id=73

O cavalo e o porco


Um fazendeiro colecionava cavalos e só faltava um de uma determinada raça.Um dia descobriu que o seu vizinho tinha este determinado cavalo e encheu o saco dele até conseguir compra-lo.
Um mês depois o cavalo adoeceu, e ele chamou o veterinário.
- Bem, seu cavalo está com uma virose é preciso tinar este medicamento durante 03 dias, no terceiro dia retornarei e caso ele nao esteja melhor, será necessário sacrificá-lo.
No dia seguinte deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproximou do cavalo e disse;
- Força amigo! levanta dai, senão voce será sacrificado.
No dia seguinte, deram o medicamento e foram embora.
O porco se aproxima e diz: 
- Vamos lá amigão, levanta senão voce vai morrer! Vamos lá, eu te ajudo a levantar...
Upa Upa, Um Dois três.
No terceiro dia deram o medicamento e o veterinário disse:
- Infelizmente vamos ter que sacrificá-lo amanhã, pois pode contaminar os outros cavalos.
Quando foram embora, o porco aproxima-se e disse: 
- Cara é agora ou nunca, levanta logo! Coragem! Upa! Upa! Isso, devagar! Ótimo, vamos, um, dois, três, legal, legal, agora vai depressa vai...Fantástico! Corre, corre mais, Upa!Upa!Upa!, você venceu campeão!!!
Então o dono chegou, viu o cavalo correndo no campo e gritou: 
- Milagre!!!! O cavalo melhorou. Isso merece uma festa...
Vamos matar o Porco !!!

"Isso acontece com freqüência no ambiente de trabalho.
Ninguém percebe, quem é o funcionário que tem o mérito pelo sucesso.
Saber viver sem ser reconhecido é uma arte, afinal quantas vezes fazemos o papel do porco amigo ou quantos já nos levantaram e nem o sabor da gratidão puderam dispor??
Se algum dia alguém lhe disser que seu trabalho não é o de um profissional, lembre-se : Amadores construíram a Arca de Noé e profissionais, o Titanic.
Procure ser uma pessoa de valor, em vez de ser uma pessoa de sucesso."

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

SAÚDE: Transplantes: O que está para vir



Fonte: Revista Galileu

Foto: 3.bp.blogspot.com
 
Corações feitos sob medida ou obtidos de porcos e de embriões são alternativa para doentes.
Hoje, são 24 mil brasileiros que aguardam um coração, um fígado ou um rim na fila de espera para transplantes. Daqui a alguns anos, não haverá sequer fila porque não será preciso esperar alguém morrer para que outro possa viver. Centros de pesquisa em todo o mundo preparam alternativas ao tradicional transplante de órgãos doados de pessoas clinicamente mortas. Alguns laboratórios investem na criação de tecidos, músculos, pele, artérias a partir de uma única célula retirada do doente ou de embriões ainda não formados. Outros seguem uma linha diferente: usam animais clonados e modificam seus genes para torná-los compatíveis com os humanos.
Há várias barreiras no caminho dessas pesquisas. Por exemplo, para usar órgãos de animais, como os porcos, é preciso primeiro adaptá-los ao corpo humano, o que não é fácil. Uma outra saída é a utilização de órgãos construídos a partir de células-tronco, as matrizes das células especializadas. Para obter essas células-curinga, como são chamadas informalmente, é preciso extraí-las de embriões. No final de agosto de 2007, o governo dos EUA decidiu financiar pesquisas com embriões humanos com objetivos terapêuticos. A decisão provocou protestos de grupos antiaborto, que consideram esse tipo de estudo imoral.
Os cientistas também investem numa terceira linha de atuação: a criação de órgãos artificiais dentro ou fora do organismo. "Existem várias idéias para acabar com a fila de espera. A mais viável é a que vai prevalecer", afirma Jorge Kalil, professor de alergia e imunopatologia da Universidade de São Paulo. A busca continua.
Entre as técnicas mais promissoras, está o xenotransplante, ou seja, o uso de partes de animais em substituição a órgãos humanos. Os porcos são os preferidos como "doadores" por terem órgãos de tamanho similar ao dos humanos. Soa estranho para uma pessoa viver com um coração suíno. De fato, hoje, isso é impossível. Para que a operação pioneira seja realizada com segurança será preciso superar algumas barreiras. O primeiro obstáculo foi contornado com a clonagem de porcos por dois grupos de pesquisa. Cientistas escoceses criaram cinco porquinhos clonados. Os responsáveis pela proeza são os mesmos que fizeram a ovelha Dolly em 1996, com ajuda da empresa PPL Therapeutics. Japoneses também conseguiram clonar uma porca, apelidada de Xena. Com a clonagem, é possível manipular o material genético desses animais, evitando que o órgão suíno desencadeie um processo de rejeição no homem.
Os porcos têm na superfície de suas células uma camada de carboidratos característica da espécie. Os pesquisadores buscam alterar seus genes de forma que os animais resultantes não tenham esses carboidratos. Os cientistas da PPL Therapeutics identificaram genes que, se alterados, poderiam eliminar essa camada. É um avanço, mas ainda não é tudo. Sobra o temor de que os órgãos suínos transplantados carreguem consigo vírus perigosos para humanos. Um dos patrocinadores da pesquisa escocesa, a empresa americana Geron Bio-Med, cancelou sua participação por causa disso.
Os porcos nascem com o vírus Perv (sigla em inglês para um nome complicado: retrovírus endógeno suíno), não presente em outras espécies animais. Um estudo publicado na revista Nature mostrou que houve infecção de ratos que receberam células de porcos.
A PPL Therapeutics não pretende abandonar a pesquisa. Segundo o diretor da empresa, Ron James, "há muito trabalho que ainda precisa ser feito. Não estaremos prontos para começar a testar os órgãos em humanos durante, pelo menos, quatro anos".

Células fetais
Mesmo aqueles cientistas que temem a disseminação de infecções estão esperançosos. "A história da medicina demonstra claramente que os maiores avanços sempre estão associados a riscos e benefícios. Os médicos são responsáveis por discutir o problema e desenvolver novas técnicas para eliminar o risco", diz Daniel Salomon, do Instituto de Pesquisa Scripps, nos EUA, autor do artigo na Nature.
Uma outra forma de acabar com a fila de espera é ainda mais intrigante. Trata-se da tentativa de construir órgãos complexos, como um fígado, um rim ou um coração, tendo como matéria-prima as células-tronco de embriões. As pesquisas com essas células crescem e já estão em fase de testes em animais. No caso de humanos, a questão é mais delicada. Muita gente pergunta se é correto usar embriões, mesmo clonados, como fonte provedora de tecidos humanos. Nos EUA, só poderão ser usados embriões congelados que tenham sido desprezados por clínicas de fertilização assistida. No Reino Unido, um relatório com parecer favorável ao uso de células-tronco em pesquisas terapêuticas foi divulgado este ano.
O segredo para a transformação das células-tronco está nos genes, que são o manual de instrução para definir as funções de cada parte do organismo. Cientistas acreditam que, se os genes corretos forem acionados, as células mudarão de função. Para isso, contam com o Projeto Genoma Humano. Em junho de 2007, uma das empresas que participaram do mapeamento dos genes, a Celera Genomics, fechou um acordo com outra empresa, chamada Geron, para trabalhar na criação de órgãos artificiais. A Geron tem o maior banco de células-tronco no mundo. Com esse acordo, a Celera terá as informações genéticas extraídas do genoma humano, que poderão explicar como se dá a especialização das células-tronco.
Os engenheiros também contribuem para acabar com a fila dos transplantes construindo corações artificiais. A idéia não é nova. Os primeiros órgãos artificiais começaram a surgir em 1950. Mas a pesquisa não avança com rapidez. Hoje, apenas pele e cartilagem são comercializados. Válvulas cardíacas estão chegando só agora ao mercado.
Muitos cientistas acharam que seria fácil criar um coração artificial, cuja estrutura é simples. Estavam enganados. O entusiasmo dos pesquisadores foi abalado em 1982, quando o Jarvik-7 foi implantado em um paciente americano. Durante os 112 dias que ele viveu com o aparelho sofreu problemas renais, hepáticos, contraiu pneumonia, teve convulsões e morreu de falência generalizada dos órgãos.
"Embora a experiência não possa ser considerada bem-sucedida de um modo geral, ela provou que o aparelho pode prolongar a vida do paciente", avalia Alan Snyder, da Faculdade Estadual da Pensilvânia, nos EUA. "Desde então, os cientistas estão sendo mais cautelosos."

Foto: 1.bp.blogspot.com
Referência:  http://www.suinos.com.br/mostra_noticia.php?id=3718&comunidade=Curiosidade&cd=12

Felizes e mimados




É fato: os porcos também têm sentimentos. O problema é que até agora não havia um jeito prático de medir o quão felizes ou tristonhos eles ficavam em dada circunstância. Mas daí o pessoal da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, inventou um jeito de “perguntar” aos animais sobre seu estado de espírito. E descobriram que as características do ambiente em que vivem faz os porcos sentirem-se “otimistas ou pessimistas em relação à vida”.

Primeiro, os bichos foram divididos em dois grupos: um ficou num chiqueiro com bastante espaço, palha no chão e vários “brinquedos” (os pesquisadores não detalharam quais itens funcionam como brinquedos para um porco); o outro, num lugar menor, sem palha e com apenas um brinquedo disponível. Então, os dois grupos foram treinados para associar um som a algo agradável e outro a algo ruim.
Por um tempo, ao toque do primeiro som, os porcos de ambos os chiqueiros ganhavam uma maçã; ao toque do segundo, ouviam também o farfalhar desagradável de um saco plástico (!). Depois, os cientistas incluíram um terceiro som à dinâmica. E, ao ouvir o toque desconhecido, os porcos no “chiqueiro de luxo” já iam se aproximando, aparentemente esperando por uma maçã. Mas os do “chiqueiro pobre” se mantinham distantes, provavelmente apreensivos de que o que vinha por aí era o barulho chato do saco plástico de novo.
A líder da pesquisa, Catherine Douglas (co-autora de um outro estudo que eu, particularmente, acho genial: as vacas que têm nome dão mais leite do que as que não têm), explicou numa entrevista à BBC inglesa que os porcos também têm aquela coisa de interpretar a vida sob a filosofia do “copo meio cheio ou meio vazio”. E que, agora que a gente sabe disso, podemos cuidar para que os porquinhos fiquem sempre felizes e cheios de pensamento positivo.

http://www.suinoculturaindustrial.com.br/PortalGessulli/WebSite/Noticias/felizes-e-mimados

SAÚDE: A importância dos suínos em Medicina Humana

Por Luciano Roppa, Médico Veterinário.
Por acaso, você ainda faz parte do grupo de pessoas que acham que o suíno faz mal para a saúde? Bem, se você respondeu que Sim, está na hora de rever seus conceitos. É que muita coisa boa tem acontecido ultimamente no campo da medicina humana, e aquele suíno que você tanto critica, é hoje um dos grandes aliados da saúde do homem. Que tal perder um minuto do seu tempo e se atualizar sobre o assunto?

Sabe-se hoje, que por sua semelhança com o homem, várias partes do organismo dos suínos podem ser utilizadas em medicina humana (Figuras 1 e 2). Desde o fornecimento de substâncias vitais à vida do homem, até a doação de órgãos, os suínos são a grande opção da medicina para aumentar a sobrevivência das pessoas. No passado, os Macacos foram considerados a grande opção nesta área, mas acabaram perdendo sua importância, devido à sua lenta capacidade de multiplicação e pela probabilidade de transmissão de doenças. Só para se ter uma idéia da importância que os suínos podem assumir na área de doação de órgãos para o homem, estatísticas nos EUA mostram que no ano 2000, havia 67.000 pacientes esperando transplantes naquele país (44.000 para Fígado, 4.000 para coração e 3.600 para pulmões). Infelizmente, só 20 mil transplantes foram realizados. A pesquisa mostrou que mais de 100.000 pessoas, nem entraram nesta "fila de espera" e que milhares morrem todos os dias por falta de doadores. Hoje, nos EUA, existem apenas 7.000 doadores humanos potenciais por ano e a demanda por transplantes cresce na assustadora proporção de 15% ao ano. Diante deste quadro dramático, que nem relacionou as pessoas que necessitam um novo Rim, a busca de soluções no campo de xenotransplantes (transplantes de órgãos de uma espécie para outra) tem assumido uma importância inestimável. Lutando contra conceitos e preconceitos, a técnica continua sua evolução irreversível, buscando soluções mais eficientes e definitivas, para as pessoas que não encontram mais nenhuma esperança nos métodos tradicionais de cura.

Estágio atual do transplante de órgãos dos suínos para o homem

Para se realizar este tipo de xenotransplante (transplante de uma espécie para outra), são necessárias duas etapas fundamentais: a produção de suínos transgênicos e sua posterior clonagem. Suínos transgênicos são suínos que tiveram a sua carga genética alterada, através da introdução de genes de outra espécie animal, ou do próprio homem. Na prática, a técnica consiste em se selecionar um determinado gen humano que se quer copiar, e introduzi-lo no núcleo de um óvulo fecundado de suíno. Com isso, o suíno gerado a partir deste óvulo alterado geneticamente, nascerá com um gen humano, que produzirá substancias compatíveis com o homem. Os primeiros suínos transgênicos foram produzidos na década passada: em 1991, cientistas ingleses da empresa Imutran, injetaram DNA humano num embrião de suíno, e nasce Astrid, a primeira porca transgênica do mundo. Neste mesmo ano, pesquisadores da empresa DNX, de New Jersey, EUA, copiam dois genes que controlam a produção de hemoglobina no homem e os injetam em embriões de suínos. Ao nascer, os leitões apresentaram 15% de suas hemoglobinas iguais ao do homem. Elas puderam ser separadas das hemoglobinas dos suínos, devido às suas cargas elétricas diferentes, e puderam ser utilizadas como uma solução alternativa à falta de sangue para transfusões no homem.

A próxima etapa, após a produção dos suínos transgênicos, é a técnica da clonagem, que consiste em se realizar cópias idênticas de um mesmo indivíduo. Dessa forma, poderemos ter inúmeros suínos transgênicos, permitindo a produção em grande quantidade de uma determinada substancia, medicamento ou até mesmo de órgãos. A clonagem é uma técnica antiga, que ocorre naturalmente no caso de gêmeos univitelinicos e que já era efetuada artificialmente em sapos, ratos e coelhos. Ultimamente, depois da famosa experiência com a ovelha Dolly, a técnica ganhou um grande impulso e abriu uma nova era na geração de várias cópias de um mesmo indivíduo. Os 5 primeiros suínos clonados nasceram em Março do ano 2000 e foram produzidos pela empresa PPL Therapeutics da Escócia. Foram chamados de Millie, Cristha, Aléxis, Carrel e Dotcom, em homenagem à chegada do novo milênio, a Christian Barnard (Médico que realizou o primeiro transplante cardíaco), a Aléxis Carrel (premio Nobel da medicina) e à nova era da Internet, respectivamente.


O suíno como fonte atual de MedicamentosA técnica da clonagem de suínos transgênicos, apesar de altamente promissora, ainda está no início; porem, o uso de uma série de substancias do organismo dos suínos já passou pela fase de comprovação, e vem sendo adotado de forma rotineira na pratica da medicina humana. Os principais medicamentos originados do organismo dos suínos são:
Foto: bahianoticias.com.br




1- Insulina: O pâncreas dos suínos é um órgão do qual se obtém Insulina, um hormônio essencial para os diabéticos. Ele é encarregado de permitir a entrada de açúcar nas células e de diminuir a sua taxa no sangue, evitando dessa forma que atinja níveis mortais para o homem. Atualmente, a insulina é também produzida por engenharia genética, através da multiplicação bacteriana, porém a um custo mais caro.

2- ACTH: Da glândula pituitária do suíno pode-se obter o ACTH, que é um hormônio usado em medicina humana para o tratamento de artrites e doenças inflamatórias.

3- A Tireóide do suíno é utilizada para obter medicamentos que serão usados por pessoas que possuem glândulas tireóides pouco ativas.

4- Heparina: A mucosa intestinal dos suínos é usada para a obtenção de uma substância chamada Heparina, que tem propriedades anticoagulantes e é aplicada em medicina humana nos casos de tromboses.

5- Hemoglobina: Suínos modificados geneticamente podem produzir Hemoglobina humana (pigmento do sangue que leva oxigênio às células do corpo), como já comentamos anteriormente. Este produto pode ser estocado por meses, ao contrário do sangue normal, que se conserva apenas por semanas.

6- Surfactante: Do pulmão dos suínos, pode ser retirada uma substancia chamada surfactante, que é indispensável ao tratamento de bebês nascidos com a síndrome da imaturidade pulmonar. Sem essa substancia, que serve como um lubrificante, os bebês correm um sério risco de morrer por asfixia.





O suíno como fonte atual de Células e Órgãos

O uso de xenotransplantes do suíno para o homem começou nos últimos dez anos, onde varias experiências foram realizadas com sucessos animadores. Apesar de estar em seus primeiros passos, os resultados mostram uma alentadora esperança, para todos aqueles que padecem de enfermidades, até este momento, intratáveis. Os melhores exemplos desta evolução na medicina humana estão relacionados a seguir:

- Pele: a pele dos suínos pode ser usada em transplantes temporários no homem, nos casos de queimaduras de terceiro grau, que causam grandes descontinuidades de sua pele. Ela não serve para transplantes definitivos, devido à sua rejeição.

- Válvulas Cardíacas: O coração dos suínos é usado para fornecer válvulas cardíacas que serão transplantadas para o homem e as crianças. Os suínos usados para fornecer essas válvulas, pesam de 16 a 25 kg. Estas válvulas são retiradas do coração e conservadas num preparado químico, podendo ser preservadas por 5 anos. As válvulas cardíacas do homem podem ser substituídas por válvulas mecânicas feitas com materiais artificiais. As válvulas dos suínos, porém, têm vantagens sobre essas mecânicas, pois são menos rejeitadas pelo organismo, têm a mesma estrutura e resistem mais às infecções.

- Diabetes: Uma utilidade do Pâncreas dos suínos para o homem é a de fornecer ilhotas pancreáticas (ilhotas de Langherans) para implantes em pessoas diabéticas que não as possuem. Estes implantes trouxeram novas esperanças para os 140 milhões de diabéticos que há no mundo, pois dessa forma eles poderão ficar livres de injeções de insulina no futuro. Um dos trabalhos pioneiros nesta área foi realizado no México, onde 4 crianças receberam este tipo de xenotransplante, na Faculdade de Medicina da UNAM, e reduziram em 65 % sua dependência por Insulina. Isso ao custo de 2000 dólares, enquanto que um transplante (se houvesse doador) custaria 100.000 dólares.

- Recuperação de impulsos nervosos: Estatísticas nos EUA mostram que há mais de 200 mil pacientes com lesões irreversíveis na coluna vertebral e que a cada ano ocorrem 8 mil novos casos. Cientistas da Universidade de Yale (EUA) conseguiram restaurar a transmissão de impulsos nervosos na medula da espinha dorsal danificada de ratos, através do transplante de células de suínos, responsáveis pelos impulsos olfatórios ao cérebro. Este trabalho é a mais recente evidencia de que os suínos poderão ser a mais promissora fonte de células para a recuperação de lesões na medula espinal, pois eles estimularam a formação de novas ligações nervosas e alguma produção de nova mielina.

- Transplantes de Fígado: No ano 2000, havia 44 mil pacientes na lista de espera para transplantes de fígado, nos EUA. Xenotransplantes de fígado de suíno para o Homem, já haviam sido feitos anteriormente. Já em 1992, na Universidade de Padova, Itália, uma mulher de 33 anos recebeu o primeiro transplante de um fígado artificial, produzido à base de células modificadas de suíno. Afetada por uma hepatite fulminante, com o transplante conseguiu sobreviver por 4 dias, até que fosse encontrado um fígado humano para o transplante definitivo.

- Mal de Parkinson: Esta doença neurológica crônica afeta a mobilidade das pessoas e é causada pela perda de células produtoras de Dopamina, no cérebro. Em experiência realizada no Boston Medical Center, EUA, a equipe do Dr. Samuel Ellias implantou células de embriões de suínos no cérebro de 12 pessoas, em estado avançado da doença, na tentativa de aumentar a produção de Dopamina. Dez desses pacientes registraram uma melhora de até 19 % na sua mobilidade, abrindo uma nova esperança no combate desta enfermidade.

- Epilepsia: Outro resultado animador foi verificado no controle da Epilepsia: no ano de 1999, células de fetos de suínos que continham substancias inibidoras de convulsões foram implantadas no cérebro de pacientes epilépticos com convulsões intratáveis, na Universidade de Harvard (EUA). Após o transplante, houve uma redução de 40% na freqüência do problema, segundo o relato animador da equipe do Dr. S. Schachter, do Departamento de Neurologia dessa renomada instituição.

- Reconstrução de tecidos danificados: Pesquisadores da Universidade de Purdue, EUA, isolaram um material retirado de uma parte do intestino dos suínos, constituído de colágeno, proteínas e fatores de crescimento. Aprovado pelo FDA (órgão do governo americano que regulamenta o uso de medicamentos) para uso em humanos, este material possui uma poderosa ação de reconstituir tecidos danificados. Até o momento chegou-se à conclusão que ele tem eficácia contra ferimentos crônicos e incontinência urinária. Embora ainda não se saiba exatamente como estas substancias atuam, tem-se como certo que aceleram o processo de cura.